Sempre que um novo console é lançado, aguardamos por jogos inesquecíveis, com experiências que façam valer cada centavo investido no console. Nesse ponto, enquanto as franquias da velha guarda oferecem maior segurança em sua qualidade, as novas IPs precisam de uma boa campanha de marketing e diferenciais que garantam a preferência dos jogadores.
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| Um bom jogo. Mas pouco visado pelos donos de Wii U. |
No Papo de Gamer de hoje, tal qual eu fiz no post de duas partes falando sobre como as franquias da Nintendo poderiam se apresentar em outras mídias, vou apresentar algumas ideias de games que poderiam explorar todo o potencial do Wii U. São apenas pitchs malucos de alguém que começou a estudar o mercado de games há pouco, então fiquem à vontade para discordar e palpitar o quanto desejarem.
Um Terror em que Não se pode Gritar
Entre os gêneros que mais fazem falta na Nintendo desde o Wii são os de terror, o que vai desde o Survival Horror até aos de visual mais grotesco. Mesmo com a exclusividade de Fatal Frame, que chega para o ocidente até o fim do ano, precisamos de variedades para suprir essa lacuna no mercado.
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| Como não tomar um susto com esse Cramunhão? |
O Wii U dispõe em seu Game Pad de algo que nem mesmo os programas de captura de movimentos e áudio de outras empresas possuem: microfone embutido. Embora em um primeiro momento ele não se diferencie aos outros microfones enquanto ferramenta de comunicação, por que não utilizá-lo como uma ferramenta dentro do jogo?
Pelo subtítulo acima, você já deve imaginar aonde quero chegar. Um jogo de terror ideal enfatiza não apenas os sustos dos jogadores, mas todo o clima de tensão que antecede a fatídica reação. Ter um jogo desafiador não apenas internamente, com sua jogabilidade e Level Design, mas externamente, forçando o jogador a segurar aquele grito, seria interessante.
"E por que raios não se poderia gritar?", você deve estar se perguntando. Vamos colocar a imaginação para funcionar, até mesmo em um contexto realista: se você não quisesse atrair a atenção de uma criatura, por mais perigosa e assustadora que ela fosse, você não gritaria, certo? Pois bem, essa seria a proposta: caso o jogador gritasse ao se assustar com um monstro, outras criaturas seriam atraídas, tornando o game ainda mais difícil.
Mas isso não teria a metade da graça se não houvesse motivos o suficiente para alguém pular das cadeiras (ou sujar as calças, depende da sua reação), não é? Isso é o que tornaria esse game especial.
A Volta de um Clássico
Uma das tendências que tem ocorrido nas diversas mídias de entretenimento é fazer novas versões de materiais que fizeram muito sucesso em décadas passadas. Com os games não é diferente: vemos com alguma frequência versões remasterizadas de games queridos pela geração 16 e 32 bits, isso quando não ocorre um reboot completo. A própria Nintendo fez muitos relançamentos para seus portáteis de games clássicos de sua biblioteca.Mas não é isso que estou sugerindo aqui. A ideia é trazer algo que os fãs ovacionam até hoje, algo que parece ser intocável, quando na verdade só precisa trazer aquele espírito cativante daquela época, sob novas roupagens. A Nintendo conseguiu traduzir esse sentimento há bons 10 anos, quando trouxe F-Zero GX e sua atualização para o clássico game de corrida. E o que eu sugiro é outro clássico das corridas que curiosamente fez mais sucesso aqui no Brasil do que em outros países.
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Explico melhor. Além de trazer todas aquelas pistas e campeonatos vistas no game original, um novo Top Gear poderia trazer customizações a níveis microscópicos, caso seus jogadores desejassem. E isso poderia ser de peças internas a pinturas externas - não necessariamente um tuning, embora a ideia seja boa -, mas não limitar a imaginação dos jogadores. E a segunda tela do Game Pad seria perfeita para adicionar detalhes mais minuciosos.
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| Faltou um ponto importante: como você acha que deveria ser a jogabilidade? Arcade ou Simulador? |
Carros licenciados? Se nem as pistas existem de verdade, porque nós nos preocuparíamos com carros que já existem? Criar o seu próprio modelo seria o desafio.
Porradaria Nonsense
E por fim chegamos a outro gênero com poucos exemplares no Wii U, os jogos de luta. Seu maior representante na plataforma sem dúvidas é Super Smash Bros, e apesar de alguns ports, poderíamos explorar esse gênero de novas maneiras. E pensando nisso, tenho uma referência interessante para a concepção de um game de luta.Quem teve um Dreamcast ou conseguiu jogá-lo algumas vezes deve se lembrar de Power Stone, uma série da Capcom com apenas dois jogos, porém com várias mecânicas que seriam utilizadas em outros games, como o próprio Smash Bros. A começar pela sua arena isométrica cheia de armadilhas e obstáculos, servindo como um adversário adicional para os jogadores. Os personagens carismáticos também faziam enorme diferença, embora o enredo não fosse muito diferente de um Battle Shonen mediano. Ainda assim, ambos os games eram bem divertidos.
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| Seria bem legal QUEBRAR TUDO! |
E nem preciso falar do elenco de lutadores. As culturas japonesa e americana já oferecem esteriótipos o suficiente para explorarmos todos os tipos de possibilidades.
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| Nada muito diferente do que você já está acostumado em animes e mangás... |







Eu tive a mesma ideia quanto aos jogos de terror. Assim como no Fatal Frame V você usa o Game Pad como câmera, você também poderia ter uma funcionalidade no microfone(como o sopro do Mario 3D World), em que se você estiver se escondendo de um inimigo e tomar um susto com outro, se você gritar você atrairá os dois. Eles poderiam implementar isso em alguma atualização ou expansão para o game, ou mesmo em algum jogo futuro da franquia. Outra coisa que a Nintendo poderia fazer para aumentar as experiências de terror no Wii U seria trazendo um novo Eternal Darkness, ou financiar o resto do Shadow Of The Eternals, e implementar aos efeitos de sanidade as funcionalidades do GamePad(Giroscópio, acelerômetro, câmera, NFC, touch screen e microfone), o que é bem plausível já que a Nintendo vive renovando as patentes.
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